Médico e filha de doente à pancada
Médico e filha de doente à pancada
Um médico de família e a filha de uma doente envolveram-se numa violenta cena de pancadaria, dentro de um consultório do Centro de Saúde dos Pousos, que obrigou à intervenção de uma patrulha da PSP. Os dois envolvidos formalizaram as queixas e realizaram exames médico-legais, estando o inquérito a decorrer no Ministério Público de Leiria.
Cecília Maria, de 40 anos, tinha ido acompanhar a mãe a uma consulta e acusa o médico de lhe ter “apertado o pescoço”, enquanto a “encostava contra a porta”. “Tentei defender-me e dei-lhe uma mordidela no braço. A partir daí, foi murros e pontapés de ambos os lados, até nos virem separar”, explica.
A agressão ocorreu no consultório, na manhã de segunda-feira, quando o médico estava a ver exames de Maria Adelaide Coelho, mãe de Cecília Maria. “Ao ver os resultados das análises ao sangue, o médico disse à minha mãe que tinha de começar a tomar insulina e eu perguntei-lhe se não lê os processos dos doentes, porque ela toma insulina há três anos e ele é que a receita”, conta Cecília, que logo de seguida solicitou o livro de reclamações. “Antes de começar a escrever, o médico apertou-me o pescoço”, acusa.
O clínico, que pediu anonimato, contradiz a mulher, acusando-a de lhe ter “puxado o braço e mordido”, assim que disse à paciente que era necessário “fazer uma insulina diferente” para “equilibrar a glicémia”. “Veio direita a mim, pôs-me o dedo indicador na cara e disse-me para não me atrever a mudar a insulina da mãe”, conta o médico, adiantando que a filha de Maria Adelaide o mordeu quando lhe foi pedido para se sentar. “Ao sentir a dor no braço empurrei-a e ela agarrou em tudo o que estava na minha secretária e atirou-me”, acrescenta.
O médico trabalha há 28 anos no Centro de Saúde dos Pousos e ontem de manhã ainda esteve a dar consultas, mas anulou todas as marcações para hoje e amanhã.
PORMENORES
MARCAS NO CORPO
Cecília Maria queixa-se de ter marcas da agressão “em todo o corpo” que lhe causam dor.
HEMATOMA ENORME
O médico conta que a mordidela foi tão grande que formou um hematoma de sete por quatro centímetros.
FONTE: CORREIO DA MANHÃ
PS: Uma vergonha… que esta situação seja investigada! Se por uma lado há doentes e acompanhantes que são de um trato difícil, alguns até agressivos para com o pessoal de saúde, por outro são conhecidas as queixas dos utentes contra o atendimento dos médicos (de família em particular), muitos demonstrando total desrespeito pelos utentes! Pessoalmente fiquei um vez completamente indignado quando me apercebi que determinado médico de família dizia que só via 15 doentes por dia…só que destes, metade vinha para renovar receitas! Há limites!