Thursday, October 23, 2008

Farmácias e vacinas…um passo para a “paz”

Num artigo de opinião no minímo interessante, publicado  no site da Ordem dos Médicos - secçao sul, sugere-se que Socrates afinal está a compensar as farmácias pela perda do monopólio de venda de certos médicamentos, transformando-as em pequenos centros de saúde, onde somos vacinados e fazemos análises…quem sabe até ecografias…

Agitação e propaganda segundo Sócrates

Ana Sá Lopes
Sócrates ia afrontar o poderoso lobby das farmácias, acabando com o monopólio da venda de medicamentos. Esta foi a notícia que saiu do primeiro discurso do novo chefe de Governo, abençoado por uma maioria absoluta mas perseguido por um fantasma perturbador que importava a todo o custo apagar: o fantasma do guterrismo, das suas indecisões, atrapalhações e cedências a tutti quanti.
Sendo José Sócrates um guterrista de afeição – apoiou sempre sem hesitações o seu padrinho político, que o “descobriu” no círculo de Castelo Branco e o promoveu dentro do aparelho do Partido Socialista – era difícil que a poderosa marca guterrista, a da indecisão, não lhe estivesse colada.
É certo que, a seu favor, José Sócrates tinha a sua “determinação” ou “teimosia” (como lhe preferem chamar os detractores) já revelada no Ministério do Ambiente.
Mas não chegava: para varrer definitivamente as lembranças do seu pai político e proceder a uma espécie de corte epistemológico com o guterrismo, era preciso uma estratégia de propaganda eficaz: nasceu assim a operação “afronta dos lobbies”, inaugurada no discurso de posse com a notícia que haveria de seduzir o país e “humilhar” o poderoso João Cordeiro, presidente do lobby das farmácias. A operação foi um sucesso, a imagem do homem-que-faz-tremer-os-lobbies colou-se à personagem Sócrates, para quem tudo, muito graças a isso, foi correndo no melhor dos mundos.
Um ano mais tarde, na Primavera do ano passado, o Governo e as farmácias assinam um acordo de paz cujos contornos nunca foram muito claros para o grande público. As consequências estão à vista: as farmácias passam a ter, agora, novas “regalias”, pequenos centros de saúde que aplicam vacinas e fazem exames. Que lindo lobby.

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Saturday, October 11, 2008

Circular informativa sobre o regime de jornada continua laboral…

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Sunday, October 5, 2008

Entidade Reguladora de Saúde recebe mais de 20 queixas por dia…

A Entidade Reguladora de Saúde aponta o dedo ao funcionamento dos serviços de saúde…e o Bastonário da Ordem dos Médicos contra-ataca…não devia ser a Ministra da Saúde ou qualquer coisa assim? por que será?

A Entidade Reguladora de Saúde (ERS) recebeu nos primeiros noves meses de 2008 mais queixas que em todo o ano passado, revelou o presidente da entidade, Álvaro Santos Almeida, que explicou quais as principais reclamações contra o funcionamento dos serviços de saúde.

“Já ultrapassámos as cinco mil e ainda não chegámos ao fim do ano. Há um aumento quase para o dobro relativamente ao mesmo período do ano passado”, declarou Álvaro Santos Almeida à rádio TSF, precisando que a ERS tem recebido em média 20 queixas por dia.

“Cerca de um terço das reclamações dizem respeito atrasos no atendimento”, referiu o presidente da ERS, acrescentando que foram também registadas queixas relativamente às relações humanas, quer nos contexto dos procedimentos administrativos prévios, quer na própria prestação dos cuidados de saúde

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O bastonário da ordem dos Médicos (OM) voltou a criticar esta sexta-feira a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), afirmando que não encontra grande utilidade no trabalho do organismo.

Criada há cinco anos, a ERS tem sido alvo das mais duras críticas por parte da Ordem dos Médicos, que não ê motivos para mudar os eu discurso.

“Há cinco anos que o doutro Álvaro de Almeida e a Entidade Reguladora da Saúde tentam demonstrar ao País que servem para alguma coisa”, afirmou o bastonário, acusando o organismo de apenas gastar o dinheiro aos hospitais e médicos.

Pedro Nunes acusa a ERS  de apenas apresentar resultados fracos, como “estudos sobre coisas que toda a gente sabe e que não tem consequências absolutamente nenhumas”.

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