Tuesday, July 29, 2008

Exclusividade para médicos ?

O Mnistério da Saúde tenta agora o que muitos pensam ser quase impossível ou o minímo contraproducente…impor um regime de exclusividade para os médicos na função pública. O principal argumento é o da escassez de médicos (?), o outro que ninguém tem coragem de dizer, é a questão ética…há um princípio de incompatibilidade entre a pratica da medicina privada e a medicina no sector público, principalmente fora das grandes cidades, onde várias vezes existem somente 2 ou 3 especialistas numa area….imaginem um pneumologista em Bragança que faça atendimento nos dois sectores…onde está garantida a isenção? a devoção para melhoria das condições de atendimento no público? a meu ver esta é a questão mais importante.
Entretanto, as reacções não se fizeram esperar, o bastonário da Ordem dos médicos opõem-se claramente aqui , o sindicato já disse que já pediu cautela aqui … querem apostar que esta medida jamais irá em frente?
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Monday, July 28, 2008

Mais vagas para medicina…

Mais vagas para a formação de médicos, há que dar os parabéns pela iniciativa, resta saber que critérios serão aplicados para selecção dos futuros médicos, e desde já que qualidade está/estará assegurada…para já a ordem dos médicos avança com um sim cheio de reservas…porque será?

 

O Governo aprovou a criação de um novo curso de Medicina na Universidade do Algarve que deverá arrancar já no ano lectivo de 2009/2010.

O novo curso de Medicina da Universidade do Algarve será o primeiro a destinar-se exclusivamente a alunos “já licenciados numa das ciências relacionadas com a saúde”, explicou a mesma fonte. Assim, o curso durará quatro anos, “na sequência de um 1º ciclo de três anos de licenciaturas em ciências relacionadas com a saúde”.

O Governo considera assim que o novo curso de medicina da Universidade do Algarve, que será hoje oficialmente apresentado e resulta de uma parceria com a Universidade Nova de Lisboa, “é totalmente inovador”: além de ser o primeiro destinado a já licenciados, tem um modelo pedagógico “em regime tutorial totalmente experimental baseado em estudos de casos clínicos” e o “ensino da medicina clínica e familiar será praticado nos Centros de Saúde”, destacou a mesma fonte.

Existem actualmente cursos de medicina na Universidade dos Açores (ciclo básico), na Universidade da Beira Interior, na Universidade de Coimbra, na Universidade de Lisboa, na Universidade da Madeira (ciclo básico), na Universidade do Minho, na Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Porto e no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar, também da Universidade do Porto.

Abertura de curso de Medicina no Algarve
Bastonário da Ordem dos Médicos receia excesso de vagas 24.07.2008 - 10h52 Lusa
O bastonário da Ordem dos Médicos considerou hoje positivo que o novo curso de Medicina no Algarve se destine a licenciados do sector, mas alertou para o risco de se poderem estar a formar médicos a mais.

O Governo aprovou a criação de um novo curso de Medicina na Universidade do Algarve que deverá arrancar já no ano lectivo de 2009/2010, com cerca de 30 vagas.

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos, considerou “positivo” o facto de o “curso ser apontado como de recuperação para a Medicina de pessoas que fizeram outros cursos, nomeadamente de farmácia, medicina dentária e veterinária”.

Pedro Nunes disse recear a dispersão das faculdades de Medicina, “porque tal não está de acordo com as normas internacionais”. “Tecnicamente é preferível concentrar em pólos as universidades”, referiu o bastonário, salientando a necessidade dos futuros médicos terem vivência universitária.

“Para os médicos é fundamental que durante a sua fase de ensino saiam das suas terrinhas e abram os seus olhos. O ideal era que os portugueses fizessem parte dos seus cursos em Paris ou em Londres, em vez de irmos aproximando as faculdades” das localidades de origem, referiu Pedro Nunes, relativamente à abertura deste novo curso no Algarve.

O bastonário alertou para o risco de se estarem a criar demasiadas vagas, em termos globais. Pedro Nunes frisou que o número de vagas abertas este ano (1500), e nos anos anteriores, é suficiente para que dentro de sete a dez anos o problema da falta de médicos em Portugal fique resolvido.

Não se referindo apenas às vagas que serão abertas no curso de Medicina no Algarve, o Bastonário defendeu uma gestão do número de vagas a nível nacional para que não se estejam a formar pessoas para o desemprego.

O novo curso de Medicina da Universidade do Algarve, que será hoje apresentado, será o primeiro a destinar-se exclusivamente a alunos “já licenciados numa das ciências relacionadas com a saúde”.

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Thursday, July 24, 2008

Quo Vadis..Hospitais públicos com gestão empresarial…

Isto vai de mal a pior e ameaça partir-se em mil cacos…

PCP critica redução de verbas para investimento em hospitais públicos com gestão empresarial
 
O PCP criticou hoje a diminuição para “metade” das verbas disponibilizadas pelo Estado para investir em vários hospitais públicos com gestão empresarial, na sequência de uma resolução do Conselho de Ministros publicada ontem em Diário da República. O Ministério da Saúde nega que tenha havido quaisquer cortes, garantindo que apenas foi feita uma alteração de calendário para responder às “necessidades reais de realização dos investimentos previstos”.

Numa pergunta endereçada à ministra da Saúde, o grupo parlamentar do PCP refere que o ajustamento do calendário para a atribuição de verbas “trata-se na realidade de uma revisão em baixa das disponibilidades de capital” e aponta quebras de 48 por cento para este ano e de 37 por cento para 2009.

Essa revisão estava prevista em resoluções anteriores “em função da execução dos respectivos planos de negócios e de investimentos” e é justificada com o “ritmo de concretização dos investimentos previstos nos planos estratégicos desses hospitais”, refere o PCP, citando o documento governamental.

No mesmo documento, assinado pelo líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, o PCP receia a existência de “um baixo nível de concretização de investimentos e por isso uma diminuição e dilação da transferência de novas verbas”.

“A responsabilidade política pela baixa concretização de investimentos é evidentemente do Governo”, acusa Bernardino Soares, sublinhando que a alteração do financiamento segue uma “política economicista, orientada para a contenção da despesa pública”. Uma contenção que causa “prejuízo das condições de acesso e de atendimento de milhões de utentes do Serviço Nacional de Saúde”, aponta ainda o PCP.

Segundo as contas do partido, o total de investimentos era de 470,3 millhões de euros, a concretizar até 2009 e, nalguns casos, até 2008. Para este ano, o investimento seria de mais de 157,6 milhões de euros e para 2009 de cerca 121,9 milhões euros. O novo calendário mantém o montante global, mas o investimento para este ano será de “apenas” 81,76 milhões euros, menos 75,9 millhões que o previsto anteriormente, o que traduz uma quebra de 48 por cento, segundo o PCP. Em 2009, o investimento esperado é de aproximadamente 77,4 milhões, uma diminuição de 44,5 milhões de euros, ou seja uma diminuição de 37 por cento. As restantes verbas são distribuídas pelo ano de 2010 e pelos seguintes.

No requerimento parlamentar, o PCP questiona a ministra acerca da “drástica redução” de verbas, quais os “investimentos que ficarão prejudicados em cada hospital” e se confirma a utilização de capital social para “necessidades financeiras de curto prazo como refere a resolução do Conselho de Ministros”.

Em resposta, um comunicado da ministra da Saúde, Ana Jorge, refere que a resolução do Conselho de Ministros determina uma modificação do calendário estabelecido para a realização de capital de dez hospitais públicos com gestão empresarial (EPE). “Com esta decisão não são modificados os valores estabelecidos para o capital de cada um dos hospitais EPE, havendo sim uma alteração de calendário que adequa melhor os momentos de realização do capital às necessidades reais de realização dos investimentos previstos planos estratégicos de cada unidade”, lê-se no comunicado da tutela.

A tutela nega assim “que esta alteração de calendário representaria uma redução nos montantes a transferir para os hospitais EPE”, garantindo que se mantêm todos os compromissos financeiros assumidos”.
Aqui

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Sunday, July 20, 2008

Bombeiros revoltados com o pagamento a médicos e enfermeiros nas vmers…

Há cada uma…num passeio pela blogosfera encontrei um post revolucinário…bombeiro se indigna com o que recebe a equipe da vmer em Coimbra em comparação com o que recebe. Será correcto haver estas diferenças de pagamento na sociedade? é comparavél o pagamento de 2 tecnicos superiores com formação diferenciada e o pagamento de bombeiros com formação profissionalizante (sem minimizar a sua importância)?

O post:

[Caros leitores, de certo que qualquer um de nós já ficou incrédulo ao saber de determinada situação.
Hoje fiquei novamente estatico, a perguntar a mim mesmo como é possível?

Em Coimbra, ou melhor na VMER dos Hospitais da Universidade os profissionais daquela viatura são pagos a “preço de ouro”.
Caríssimos fiquem sabendo que estamos a falar de 30 €/hora para os médicos e cerca de 20 €/hora para os enfermeiros.

Ora se equacionarmos o que verdadeiramente acontece, isto é, os clínicos a fazerem turnos de 24 horas, rapidamente chegamos á conclusão de que estes ganham num dia a singela quantia 720 €.
Mas se fizermos as contas de uma outra forma, e calcularmos o vencimento de um enfermeiro no período de 8 horas de serviço, verificamos que auferem um modesto valor de 160 €.

Caros colegas bombeiros, agora falo para vós.
Já pensaram nos quarenta e poucos euros que ganhamos por 24 horas de trabalho nos ECIN? Já? Então agora comparem esse valor, com o vencimento do médico na VMER dos HUC.
Pois caros amigos, são quase oito vezes mais…

E com um enfermeiro? Ganha em 3 horas, aquilo que nós ganhamos em 24 horas.

É certo que nós, os bombeiros não sabemos, nem temos qualificações para desenvolver o trabalho de um médico ou de um enfermeiro. Mas ponham um enfermeiro numa viatura urbana de combate a incêndios, a caminho de um sinistro. Calculam o que ele é capaz de fazer? Nada...

Cada um com a sua missão, mas somos forçados a pensar o porque de tão acentuado desequilíbrio?

Será justificado pelos 3 anos de ensino superior (no caso dos enfermeiros), ou estaremos perante o parente rico do socorro em Portugal?

A mim, muito sinceramente parece-me um trabalho, desculpem, um emprego de luxo… ]
http://www.bombeirosparasempre.blogspot.com/

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Thursday, July 17, 2008

Negligência na morte de dois doentes em 2004 não provada

A acusação de negligência muito dificilmente poderia ser provada, não por questões de corporativismo (que foram manifestas “Contradições no Tribunal” Aqui ), mas porque a negligência tem de ser demonstrada objectivamente: O que foi não foi feito bem vs o que deveria ser feito, o que não parece ser o caso (?).

[A médica anestesista e o ex-director do Hospital de Lagos acusados de homicídio por negligência de dois doentes em Março de 2004 foram hoje absolvidos pelo Tribunal de Lagos.

À leitura do acórdão não compareceu a médica anestesista, que justificou a ausência por motivos de doença. O ex-director do Hospital de Lagos foi o único que compareceu ao julgamento.

Segundo o acórdão do Tribunal de Lagos, não ficou provado que os dois médicos tenham actuado com negligência após ter sido administrado um produto anestésico, nem ficaram comprovadas as causas que levaram à morte dos doentes.

A advogada da família de uma das vítimas, Tânia Luz, disse aos jornalistas no final da leitura do acórdão que iria recorrer da sentença.

Na altura, Albertina Estêvão, então de 44 anos, casada, com um filho e residente em Albufeira, preparava-se para ser operada a uma fistula na zona perianal quando a indução da anestesia acabou por lhe ser fatal. Teve morte imediata.

O outro paciente, Rui Manuel Gonçalves, de 35 anos, casado e também residente em Albufeira, onde trabalhava num bar, ia ser submetido à extracção de um quisto nas costas, intervenção considerada "menor", segundo lhe tinham referido os médicos. Contudo, também acabou por não resistir à anestesia, tendo falecido já a caminho do Hospital do Barlavento Algarvio, para onde fora transferido de urgência. Ambos tinham aguardado pelas cirurgias em lista de espera.]
Fonte:
Aqui

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Wednesday, July 16, 2008

Tribunal de Contas chumba contrato de gestão do Hospital de Cascais

[O Tribunal de Contas chumbou o contrato de gestão assinado com a Hospitais Privados de Portugal (HPP), do grupo Caixa Geral de Depósitos, para a gestão do Hospital de Cascais.
O facto de o caderno de encargos para o concurso referir a valência do tratamento de doentes oncológicos e de no contrato de gestão isso não ser contemplado está na base desta decisão.

A não inclusão de uma valência de oncologia já tinha sido alvo de protestos por parte de profissionais de saúde, utentes e até da Câmara Municipal de Cascais. Mas apesar da contestação o Governo não recuou na sua decisão de fechar essa unidade.]


Aqui

Há coisas que não dão realmente para perceber: como é possível em investimentos de grande magnitude serem cometidos erros desta natureza ? já não bastava a grave falha de não incluir a valencia de oncologia (com uma população tão velha) ainda se aventuram em fazer um contrato de gestão que exclui uma valência incluida no caderno de encargos…

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Saturday, July 12, 2008

Cinco mêses no máximo para consulta hospitalar !

Foi aprovado ontem, o regulamento para os prazos máximos de espera para um consulta hospitalar referenciada pelo médico de família. Um utente do Serviço Nacional de Saúde não deverá esperar mais do que cinco meses por uma consulta num hospital. E a marcação será feita directamente pelo médico de família.
O prazo máximo de espera por uma consulta hospitalar está estipulado numa portaria Link publicada em Diário da República, que fixa ainda um limite de 30 dias para uma consulta considerada “muito prioritária” e de 60 dias para uma consulta “prioritária”.
Temo que o obstáculo maior será para muitos, o acesso real aos seus médicos de família. 

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Tuesday, July 8, 2008

Relatório Sedes - Avanços e recuos na saúde em portugal

A Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, publicou recentemente em um relatório “TOMADA DE POSIÇÃO - Estado da Nação “, salta-me a vista elogios “seguros”, mas principalmente a crítica implicita sobre a hesitação em avançar a fundo com reformas inadiaveis (o encerramento de urgências nomeadamente) e o financiamento do estado ao sector privado, que cresce de forma galopante (a custo de quê e o quê ?).
Os EUA, potência mundial hoje tenta reverter um conjunto de políticas seculares que desprezaram o sector publico da saúde, culminando com situações de todo inaceitaveis, sendo possível em alguns estados, alguém sofrer um ataque cardíaco e não aceder a cuidados por não estar coberto em termos de seguros.
 
[Saúde

Nos últimos quatro anos, houve alterações substantivas no sistema de saúde português. Assinalam-se as transformações em curso no Serviço Nacional de Saúde (nos cuidados de saúde primários, na gestão hospitalar, na reorganização da rede prestadora, nos cuidados continuados) e o crescimento do sector privado, seja na componente de financiamento (seguros e sub-sistemas) seja na de prestação de serviços (nomeadamente, na oferta hospitalar).

O processo técnico de apoio à reorganização do Serviço Nacional de Saúde foi considerado de elevada qualidade. Contudo, um período de forte contestação pública levou a um aparente repensar deste percurso. As transformações em curso no Serviço Nacional de Saúde correm o risco de não serem concluídas, ou mesmo de sofrerem um retrocesso, nomeadamente, na reorganização da rede prestadora.

Nos cuidados de saúde primários, a principal alteração consiste na criação das Unidades de Saúde Familiar, na prestação de cuidados de saúde de proximidade. Em fase avançada de concretização, é importante que esta seja concluída.

Por outro lado, não sendo claras as implicações orçamentais de algumas destas medidas, o seu desenvolvimento deverá realizar-se dentro de um rigoroso planeamento a este nível.

A componente de cuidados continuados (e paliativos), após um impulso adicional, não dá ainda resposta cabal às necessidades das populações.

Já o percurso iniciado pelo sector privado no desenvolvimento da sua rede de prestação, em particular de equipamentos hospitalares, será provavelmente finalizado. Mas, também nesta matéria, pode estar em revisão a relação ideológica entre o Estado e o sector privado da saúde, sem que as respectivas consequências sejam claras.

O sector público manifesta uma crónica incapacidade de concluir as transformações que inicia. A relevância das reformas em curso exige, para o desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde e o bom funcionamento do sistema, que sejam completadas, sem cedências nem eventuais recuos por força da fase pré-eleitoral.]
Fonte: AQUI


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Saturday, July 5, 2008

Suécia proibe privatização de hospitais

Sou radicalmente contra a privatização de unidades públicas de saúde, pelos simples facto de acreditar que onde o lucro é objectivo, ganha no atendimento uma minoria e perde a maioria. Utópico ? talvez sim? mas há exemplos bons, vindos de países que previlegiam a redistribuição sistemática de riqueza, valorizando a classe média. A Suecia é um exemplo:
[As autoridades provinciais , responsáveis na Suécia pelo sistema de saúde local, não serão no futuro autorizadas a ceder a gestão de um hospital a uma companhia baseada no lucro. Isto depois de duas autoridades provinciais, ambas controladas pelos partidos de centro direita, terem privatizado alguns hospitais estatais. No entanto o Governo, uma coligação de social-democratas com partidos de centro esquerda, argumentou que a privatização de hospitais punha em causa um princípio fundamental da saúde do país – a saber, que o tratamento médico deve ser proporcionado a cada doente de acordo com a sua necessidade e não com a sua capacidade para pagar.]
[Olof Erikson, um dos responsáveis pela Associação Sueca do Comércio, atacou a lei dizendo que ela seria o princípio do fim dos hospitais privados na Suécia, e acusou o governo de fazer dos hospitais e dos lucros privados bodes expiatórios dos problemas do sistema de saúde sueco, incluindo o aumento dos custos e das listas de espera. O sistema de saúde sueco é considerado um dos melhores do mundo, e o país tem uma baixa mortalidade infantil e alta média de esperança de vida. No entanto, os recursos não acompanharam as melhorias nos cuidados.]
Fonte: Aqui

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Tuesday, July 1, 2008

Se for mesmo grave procure o SNS …

Os últimos anos tem sido tempos de prosperação da medicina privada e de contenção e racionalização (?) do Serviço Nacional de Saúde. Já se disse de tudo e muito, para defender ou atacar medidas governamentais da reforma do SNS. A última, vinda da ministra da saúde, é que o SNS é tão bom, que ela em caso de acidente preferia ser assistida num hospital público…bem…muito bem…começa a ficar claro que precisamos de sofrer um acidente para finalmente concluir-mos que o SNS é melhor e oferece a melhor garantia de tratamento. Bom mesmo é saber se depois da alta consegue-se fazer a consulta de seguimento (da dor, sequelas psiquiátricas, fisioterapia) em menos de 6 mêses.  
Pode ser que já não valha a pena continuar no SNS.

[A ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu hoje no Parlamento que não iria a um hospital privado em caso de acidente grave, defendendo que este sector só deve funcionar como complemento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Falando na Comissão Parlamentar de Saúde sobre o pagamento adicional das cirurgias oftalmológicas, Ana Jorge indicou que "a contratualização interna será uma forma de rentabilização" da acção dos profissionais do SNS.

"Se não se fizer isso, o que resta ao SNS é fechar as portas? Quem iria garantir a formação, a equidade de serviços, quem iria tratar doentes com traumas?", questionou a ministra.

Aparentemente agastada com as críticas da oposição, a ministra perguntou ainda a um deputado se iria a um hospital privado em caso de acidente grave, adiantando: "Eu não iria".

A titular da pasta da Saúde acrescentou que no sector público tem de haver condições para "tratar situações graves e não só".

Segundo Ana Jorge, o SNS também tem de ter bons profissionais, "parâmetros de qualidade" e a capacidade de incentivar e dar ânimo aos profissionais para desenvolver a sua actividade e a investigação. ]
Fonte: Expresso

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